quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eurotrip 2010
Olá! Após estar ausente por aqui a um bom tempo, cá estou para resumir as minhas experiências cá na Europa.
Bem, a minha jornada começou no dia 15 de junho em Guarulhos de onde partiu o meu vôo da TAP sem escalas para Lisboa, em pleno dia de jogo de estréia da nossa seleção na Copa do Mundo. Nem preciso dizer que o caminho até o aeroporto foi de certa forma tumultuado devido à hora do “rush” antecipado. Afinal de contas, jogo da seleção é sagrado, certo? Hehehe...
Mas infelizmente, como já é conhecido a esta altura, este ano a festa foi “roja” e os espanhóis como os toureiros mais habilidosos fintaram todos que apareceram pela “arena”...Oléee! Porém, coube aos “laranjas” dar cabo do nosso hexa. Aliás, antes chupar laranja do que salsichão alemão, não é mesmo? Hahaha... e a mim além do peso da decepção, coube também uma certa angústia por não estar junto de outros brazucas para lamentar a precoce derrota da nossa seleção epoder ouvir o desabafo da torcida, e o melhor: as piadas que certamente iam “chover” sobre o Dunga e os onze “azarões” (hehehe, esta acho q ainda não fizeram...). Só me cabia contentar-me com as notícias que chegavam cá do Brasil pela mídia portuguesa. Mas claro que não é a mesma coisa né!
Bem, mas para mim, havia sempre o Plano B: Portugal lógico, minha segunda pátria! Mas, infelizmente os lusitanos do "mister" Queiróz foram aniquilidados pelo nossos vizinhos ibéricos. E a nossa “estrela” maior, o Cristianito ou “CR7” como o chamam por cá e que prometeu uma final com o Brasil, brilhava cada vez menos em meio a “constelação” lusa. Aliás no útimo jogo com Espanha, andava mesmo pra lá de apagado. Mas pensando bem, dêem lá um refresco ao gajo! Ele já devia estar um bocado perturbado sobre como anunciar o seu herdeirozito ao Mundo, não é mesmo? Rsss... E se ser papai já deve ser um tanto difícil, imagine pai de um bebé “sem mãe”!...De facto, acho que seria injusto crucificar o Cristianito, coitadooo... Mas enfim...C’est la vie n’est-ce pas?
Bom, voltando a minha viagem, após 9h de viagem a bordo do Damião de Góis (sim, a TAP batiza cada aeronave com o nome de uma personalidade portuguesa), um Airbus A330-200 eis que chegamos a Lisboa. Tudo correria perfeitamente bem se não fosse por um detalhe: a pressão atmosférica!!! Isto porque à medida que o avião perdia altitude, os meus ouvidos eram massacrados por uma dor quase insuportável. Infelizmente nesse ponto já não havia volta a dar, como se diz por cá. Restava-me apenas contar os minutos que faltavam até q o nosso "Damião" tocasse o solo de Lisboeta...Somente a partir dos 1.900 a dor tratou de diminuir gradualmente. Nunca uma "aterragem" foi tão demorada! Ainda, antes de deixar o avião uma senhora gentilmente me ofereceu um chiclete. Acho que percebeu o meu sofrimento ne... Bem, a partir de agora com certeza darei mais importância aos manuais das Cias aéreas que muitos ignoram, além de trazer sempre uma goma elástica (o vulgo chiclete)no bolso nas próximas viagens. Está dada a dica, ok!
Ouvidos à parte, finalmente estava de volta a minha "segunda pátria" após 8 anos! Só quem já viajou para "fora" sabe como é a sensação nos primeiros segundos num país estrangeiro, tudo parece novidade, até o ar parece diferente! hahaha...Agora a sensação de estar na Europa como cidadão europeu, é como aquele cartão lá: NÃO TEM PREÇO! Ou melhor, tem sim mas prefiro não dizer...hehehe...E não é só por vaidade, mas aquilo realmente é torna tudo tão mais fácil. E já começa logo na imigração: você vê desolado aquela fila imensa cheio de estrangeiros esperando a hora do "interrogatório" com passaporte nas mãos e mais uma pilha de documentos que provem que você merece passar para "a próxima fase"...rsrs...Aliás, eles podiam facilitar a vida dos turistas e criar uma espécie de órgao expedidor de certidões úteis aos viajantes como certidão negativa de antecedentes terroristas ou de prostituição, hehe...
Mas como disse, desta vez eu entraria pela "porta da frente" (desculpem lá os outros brasucas!) sem interrogatórios e longas filas. Mas havia um detalhe que me deixava ainda um pouco apreensivo: a falta do passaporte europeu! Resolvi não pedir por aqui temendo que isso atrasasse mais ainda a minha ida ao Velho Continente. Eis que chega a tal "sala" da Imigração e adivinhem: uma grande fila e um funcionário com um semblante não muito amigável a fazer a triagem da "malta". Parei, olhei para baixo e olhei para meu passaporte em uma mão e o meu bilhete de identidade portugues na outra. Foi então que me aproximei do gajo e limitei-me a exibir ambos e deixar que o mesmo decidisse meu destino. A "sentença" veio rápido e com uma certa rispidez: "Ah és Português?! Portugueses para ali, faz favor!" Ufffff...Em seguida fitei um pouco mais a imensa fila que não para de aumentar ao meu lado limitada por cordões que mais pareciam um labirinto e segui em direção ao corredor dedicada aos cidadões europeus. Daí até a área da recolha de bagagens foi um piscar de olhos. Aliás, havia pouca gente nesta área e as bagagens do meu vôo ainda mal haviam deixado o avião. Aos poucos foram chegando mais gente e eis que as esteiras começaram a rodar novamente.
Tá certo que a gente nunca conta com um possível estravio, mas dá uma certa sensação de alívio quando vemos a nossa bagagem "desfilando" em nossa direção em meio a outras mais. E quanto mais ela se aproxima, maior a ansiedade...haha, OK, devo estar exagerando um "bocadinho", mas há certamente aqueles que só faltam roer as unhas nestas situações. Basta reparar no clima de apreensão que "rola" nessa hora. Até parece pênalti em final de Copa do Mundo: todos ali reunidos, atentos em volta da "arena giratória"...Só falta gritar "gol" e ir para o abraço. Neste caso, o das bagagens. E ainda há aqueles que sempre fazem questão de agourar ou fazer algum comentário alguma experiência sobre perda de bagagens. Entretanto manti-me calmo e ansioso em por as mãos no meu mochilão, afinal era o começo da minha tão esperada viagem à Europa! E não demorou muito até que ele viesse ao meu encontro.
A partir deste momento, poucos passos me separavam do lobby de chegadas do aeroporto. Lembro-me que fui um dos poucos a passar pela porta de vidro naquela hora, mas sob os olhares de muitos que lá estavam à espera de alguem e que não era eu obviamente.
Próxima etapa era encontrar um carrinho para repousar toda akela tralha. Isso até que foi fácil. O problema seria entrar no banheiro com akilo sobre o carrinho alguns minutos depois! Bom, o jeito foi bancar o ermitão e por a casa nas costas novamente. Lá dentro olhei bem a minha imagem no espelho. Um autêntico viajente, ao menos na aparência! hahaha lavei o rosto e saí.
Agora era só apanhar o tal do "Aerobus" que era um serviço de shuttle entre o aeroporto e a baixa de Lisboa onde ficaria hospedado no eleito melhor albergue do Mundo: o Travellers House em plena rua Augusta a poucos metros da Praça do Comércio. (to be continued...)
Bem, a minha jornada começou no dia 15 de junho em Guarulhos de onde partiu o meu vôo da TAP sem escalas para Lisboa, em pleno dia de jogo de estréia da nossa seleção na Copa do Mundo. Nem preciso dizer que o caminho até o aeroporto foi de certa forma tumultuado devido à hora do “rush” antecipado. Afinal de contas, jogo da seleção é sagrado, certo? Hehehe...
Mas infelizmente, como já é conhecido a esta altura, este ano a festa foi “roja” e os espanhóis como os toureiros mais habilidosos fintaram todos que apareceram pela “arena”...Oléee! Porém, coube aos “laranjas” dar cabo do nosso hexa. Aliás, antes chupar laranja do que salsichão alemão, não é mesmo? Hahaha... e a mim além do peso da decepção, coube também uma certa angústia por não estar junto de outros brazucas para lamentar a precoce derrota da nossa seleção epoder ouvir o desabafo da torcida, e o melhor: as piadas que certamente iam “chover” sobre o Dunga e os onze “azarões” (hehehe, esta acho q ainda não fizeram...). Só me cabia contentar-me com as notícias que chegavam cá do Brasil pela mídia portuguesa. Mas claro que não é a mesma coisa né!
Bem, mas para mim, havia sempre o Plano B: Portugal lógico, minha segunda pátria! Mas, infelizmente os lusitanos do "mister" Queiróz foram aniquilidados pelo nossos vizinhos ibéricos. E a nossa “estrela” maior, o Cristianito ou “CR7” como o chamam por cá e que prometeu uma final com o Brasil, brilhava cada vez menos em meio a “constelação” lusa. Aliás no útimo jogo com Espanha, andava mesmo pra lá de apagado. Mas pensando bem, dêem lá um refresco ao gajo! Ele já devia estar um bocado perturbado sobre como anunciar o seu herdeirozito ao Mundo, não é mesmo? Rsss... E se ser papai já deve ser um tanto difícil, imagine pai de um bebé “sem mãe”!...De facto, acho que seria injusto crucificar o Cristianito, coitadooo... Mas enfim...C’est la vie n’est-ce pas?
Bom, voltando a minha viagem, após 9h de viagem a bordo do Damião de Góis (sim, a TAP batiza cada aeronave com o nome de uma personalidade portuguesa), um Airbus A330-200 eis que chegamos a Lisboa. Tudo correria perfeitamente bem se não fosse por um detalhe: a pressão atmosférica!!! Isto porque à medida que o avião perdia altitude, os meus ouvidos eram massacrados por uma dor quase insuportável. Infelizmente nesse ponto já não havia volta a dar, como se diz por cá. Restava-me apenas contar os minutos que faltavam até q o nosso "Damião" tocasse o solo de Lisboeta...Somente a partir dos 1.900 a dor tratou de diminuir gradualmente. Nunca uma "aterragem" foi tão demorada! Ainda, antes de deixar o avião uma senhora gentilmente me ofereceu um chiclete. Acho que percebeu o meu sofrimento ne... Bem, a partir de agora com certeza darei mais importância aos manuais das Cias aéreas que muitos ignoram, além de trazer sempre uma goma elástica (o vulgo chiclete)no bolso nas próximas viagens. Está dada a dica, ok!
Ouvidos à parte, finalmente estava de volta a minha "segunda pátria" após 8 anos! Só quem já viajou para "fora" sabe como é a sensação nos primeiros segundos num país estrangeiro, tudo parece novidade, até o ar parece diferente! hahaha...Agora a sensação de estar na Europa como cidadão europeu, é como aquele cartão lá: NÃO TEM PREÇO! Ou melhor, tem sim mas prefiro não dizer...hehehe...E não é só por vaidade, mas aquilo realmente é torna tudo tão mais fácil. E já começa logo na imigração: você vê desolado aquela fila imensa cheio de estrangeiros esperando a hora do "interrogatório" com passaporte nas mãos e mais uma pilha de documentos que provem que você merece passar para "a próxima fase"...rsrs...Aliás, eles podiam facilitar a vida dos turistas e criar uma espécie de órgao expedidor de certidões úteis aos viajantes como certidão negativa de antecedentes terroristas ou de prostituição, hehe...
Mas como disse, desta vez eu entraria pela "porta da frente" (desculpem lá os outros brasucas!) sem interrogatórios e longas filas. Mas havia um detalhe que me deixava ainda um pouco apreensivo: a falta do passaporte europeu! Resolvi não pedir por aqui temendo que isso atrasasse mais ainda a minha ida ao Velho Continente. Eis que chega a tal "sala" da Imigração e adivinhem: uma grande fila e um funcionário com um semblante não muito amigável a fazer a triagem da "malta". Parei, olhei para baixo e olhei para meu passaporte em uma mão e o meu bilhete de identidade portugues na outra. Foi então que me aproximei do gajo e limitei-me a exibir ambos e deixar que o mesmo decidisse meu destino. A "sentença" veio rápido e com uma certa rispidez: "Ah és Português?! Portugueses para ali, faz favor!" Ufffff...Em seguida fitei um pouco mais a imensa fila que não para de aumentar ao meu lado limitada por cordões que mais pareciam um labirinto e segui em direção ao corredor dedicada aos cidadões europeus. Daí até a área da recolha de bagagens foi um piscar de olhos. Aliás, havia pouca gente nesta área e as bagagens do meu vôo ainda mal haviam deixado o avião. Aos poucos foram chegando mais gente e eis que as esteiras começaram a rodar novamente.
Tá certo que a gente nunca conta com um possível estravio, mas dá uma certa sensação de alívio quando vemos a nossa bagagem "desfilando" em nossa direção em meio a outras mais. E quanto mais ela se aproxima, maior a ansiedade...haha, OK, devo estar exagerando um "bocadinho", mas há certamente aqueles que só faltam roer as unhas nestas situações. Basta reparar no clima de apreensão que "rola" nessa hora. Até parece pênalti em final de Copa do Mundo: todos ali reunidos, atentos em volta da "arena giratória"...Só falta gritar "gol" e ir para o abraço. Neste caso, o das bagagens. E ainda há aqueles que sempre fazem questão de agourar ou fazer algum comentário alguma experiência sobre perda de bagagens. Entretanto manti-me calmo e ansioso em por as mãos no meu mochilão, afinal era o começo da minha tão esperada viagem à Europa! E não demorou muito até que ele viesse ao meu encontro.
A partir deste momento, poucos passos me separavam do lobby de chegadas do aeroporto. Lembro-me que fui um dos poucos a passar pela porta de vidro naquela hora, mas sob os olhares de muitos que lá estavam à espera de alguem e que não era eu obviamente.
Próxima etapa era encontrar um carrinho para repousar toda akela tralha. Isso até que foi fácil. O problema seria entrar no banheiro com akilo sobre o carrinho alguns minutos depois! Bom, o jeito foi bancar o ermitão e por a casa nas costas novamente. Lá dentro olhei bem a minha imagem no espelho. Um autêntico viajente, ao menos na aparência! hahaha lavei o rosto e saí.
Agora era só apanhar o tal do "Aerobus" que era um serviço de shuttle entre o aeroporto e a baixa de Lisboa onde ficaria hospedado no eleito melhor albergue do Mundo: o Travellers House em plena rua Augusta a poucos metros da Praça do Comércio. (to be continued...)
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